sábado, 25 de junho de 2011

Trilhas do ETEVAV - Rota dos Bandeirantes e Trilha do Ritual

Segunda-feira, dia 20 de junho da semana de recuperação logo após a semana de provas, segundo o combinado, chegaríamos às 7:30 na escola, para explorar as trilhas que se estendem depois da quadra.
Eu já havia explorado previamente um pedaço da trilha que se estendia até a cerca num trecho que terminava em serragens, mas isso era coisa de poucos minutos para se alcançar.
No dia anterior eu já estava me preparando, pensando no que levar. Não seria muito necessário levar muita coisa, um cantil de água e algumas frutas.
Nos reunimos no horário estabelecido, eramos o Bruno, a Tamires, o Preguiça (em outras postagens como surfista), o Osso e eu. Chegando até a cerca avisamos ao Preguiça e ao Osso (que precisavam fazer a prova de recuperação depois do intervalo) que poderiam voltar se necessário para estudar para a prova. Eles continuaram por mais um trecho, mas logo decidiram voltar num trecho em que começara a haver um alto nível de declividade do solo.
Voltando um pouco, até o ponto em que partimos da cerca, havia a necessidade de se estabelecer uma forma orientação para não nos perdermos na volta (pois as trilhas não eram contínuas, terminavam súbitamente e logo aparecia outra completamente diferente), neste ponto houve uma sugestão para que deixássemos tiras de papel presas em galhos próximas ao nível dos olhos (detalhe: essa sugestão não fora minha, eu nem imaginava como nos orientaríamos na volta).
O bosque ainda parecia bastante úmido e frio (talvez porque o sol ainda não estava alto no céu por não se tratar de mais do que 8:00 horas). Após seguirmos por aproximadamente 5 minutos nos deparamos com fato de que o terreno se tornava íngreme (quando os dois decidiram voltar) e que se tornava um pouco mais complicado seguir em frente pois o cuidado para não se levar um tombo teria de ser redobrado devido a alguns cipós espalhados pelo chão e que pendiam daquelas altas árvores. Descemos as tortuosas trilhas que se perdiam aqui e se retomavam logo ali, lembrando de fazer alguns marcos em algumas árvores.
Depois de um bom trajeto, percebíamos que atingíramos um vale e com isso entramos realmente no matagal. o inconveniente é que só lá que fui perceber que algumas bolinhas de espinhos haviam grudado em meus dreads, e foi penoso para retirá-los, pois eles entravam mais e mais no meu cabelo; mas enfim retirados, prosseguimos o caminho, que muito provavelmente havia sido aberto por vacas ou cavalos, segundo alguns vestígios encontrados no chão, muito habilidosamente colocados como perfeitas armadilhas.
A partir de um ponto, a trilha se dividia em outras quatro: uma que seguia a esquerda, outras duas a frente , e outra a direita. Seguimos a da direita que nos dirigia a um trecho com algumas pequenas clareiras e uma mata bem mais fechada. O sol já aparecia, esquentando e clareando melhor os arredores, possibilitando uma melhor apreciação do meio natural em que nos encontrávamos, admirar a beleza de todo aquele equilíbrio atingido pela natureza me dava e ainda continua me dando forças para seguir adiante seja pelas trilhas ou até mesmo minha própria vida, que continuará por outros rumos dentro ou fora da mata se perdendo em longínquas paragens a qual seria impossível explanar, algo que se vai muito além desse mundo que tenta nos tornar pequenos e medíocres, escravos de nós mesmos e de nossas mentes que manipuladas não observam mais a possibilidade de um 'algo mais', que não se encontra aqui nem ali e sim em nosso interior.
Mas parando de viajar nas ideias e voltando a trilha de que eu falava, após alguns minutos de caminhada o Bruno (que seguia um pouco a frente), estupefato, chamou-nos para que prosseguimos rapidamente até um local mais adiante onde ele se encontrava. Deu para notar a sua expressão logo após, ali se encontrava uma toca de cupim da altura de nossa cintura com uma grande abertura e notei que parecia haver uma estrutura de madeira lá dentro e também estranhamente um circulo PERFEITO de laranjas ou mexericas (não me recordo ao certo), isso realmente não é algo que se vê todos os dias, ainda mais que logo adiante encontramos outro circulo só que feito de abacates (alguns um pouco comidos) ao redor de uma árvore que se encontrava numa pequena clareira na mata.
Isso foi o suficiente para que nossas mentes imaginativas tentassem explicar aquilo que eles diziam ser um ritual satânico, eu discordo (mesmo que eu concordasse que aquilo nunca poderia ter sido feito por animais), para mim aquilo se tratava de um santuário em que poderiam ocorrer rituais pagãos. Mas voltando aos fatos, a nomeamos de "Trilha do Ritual", então retornamos para possivelmente não ofender aquela entidade que poderia vir a ser cultuada ali.
Escolhemos uma região da trilha espaçosa o suficiente para podermos nos sentar, tomar o lanche e um gole d'água tranquilamente. Voltando ao ponto das outras quatro trilhas, pegamos a trilha da frente que ligeiramente tendia a ir a esquerda, na esperança de subirmos o outro morro que se encontrava a frente e chegarmos a Bandeirantes (daí o nome "Rota dos Bandeirantes", pois tínhamos como objetivo sair em algum trecho da Rodovia Bandeirantes) , só encontramos mais daqueles espinhos chatos, alguns galhos inconvenientes que ricocheteavam em nossa cara e algo que parecia um curso em outras épocas do ano, porque naquele momento não tinha nada; sem outra opção porque as outras trilhas não pareciam boas o suficiente para darem em algo que parecesse útil retornamos de vez para o colégio, nos orientando por aquelas pequenas fitas de papel que deixamos, subindo novamente aquele barranco (que não parecia tão íngreme assim na hora da descida) e passamos a cerca, com uma boa experiência para contar sobre um dia como qualquer outro, que mediante nossa iniciativa fez-se diferente da monotonia normal do dia-a-dia.

Aqui é o Johnny Thunders, e espero que tenham gostado. Não se esqueçam dos comentários e até a próxima...

sábado, 19 de março de 2011

Noite na Taverna

Fala Pessoal! Aqui é o Johnny Thunders...

Eu estava no ócio hoje mais cedo, então me lembrei que pra aula de portugues eu teria de ler um livro, como não estava fazendo nada peguei, comecei a ler "Noite na Taverna". UAU!!! Não sei o porquê, mas aquele está sendo o melhor livro que estou lendo (eu não acabei ainda), muito FODA!!!
Se pudesse resumir o que achei do livro seria: "O livro é, de uma forma sombria e grotesca, belo.".
Resumindo, o livro foi escrito por Álvares de Azevedo, onde os personagens contam aventuras da vida de cada um sempre com um final trágico, mas por ser um livro adulto contém alguns elementos romanescos e malignos (corrupção, incesto, adultério, necrofilia, traição, antropofagia, assassinatos por vingança ou por amor).
Talvez vocês achem estranho o que estou dizendo, mas eu gostei por ser algo muito fora do comum, não gosto daquelas porcarias românticas que os personagens principais se dão bem no final, é muito clichê...

Bom é isso aí então, até a próxima...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Contra o aumento das tarifas de transporte publico...

Fala Pessoal! Aqui é o Johnny Thunders...

Ontem a tarde houve um protesto contra o aumento da tarifa do transporte público, cerca de 10 % do valor do bilhete da CPTM o que pode acarretar no aumento das tarifas do ônibus do SITU. Com esse motivo o pessoal da UJS (União da Juventude Socialista) e da UPES (União Paulista dos Estudantes Secundaristas) organizaram-se, conseguiram o apoio da Polícia Militar e chamaram estudantes para participar, na terça-feira estavam lá no colégio técnico convidando-nos para participarmos e exigirmos nosso direito. Eu não podia ficar fora dessa, logo decidi aparecer por lá e dar o meu apoio a uma causa justa.
O trajeto iniciou-se na praça da Matriz no Centro de Jundiaí, e passou pela Escola Gandra, pela Câmara Municipal e rumou até o Terminal Vila Arens, onde conseguimos muitas assinaturas para o abaixo assinado com o objetivo de congelar o preço das passagens...
Agora é só esperar pra ver se surtirá efeito, mas uma coisa tenho certeza: se houver de novo eu estarei lá sem a menor dúvida.

Bom, é isso ai pessoal, até a próxima...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Into the Wild

Fala Pessoal! Aqui é o Johnny Thunders...

Bom... Eu estava sem fazer nada, e já faz tempo que não posto nada, então eu me lembrei de um ótimo filme que tinha assistido a um tempo atrás, quando meu irmão tinha pego com um colega dele da Facul...

O filme "Into the Wild" (na versão traduzida do filme "Na Natureza Selvagem") foi baseada num livro de Jon Krakauer (incrivelmente descobri isso a pouco tempo e a partir de então quero ler o livro), basicamente conta a história de Christopher McCandless que logo após se formar na Faculdade, decide sair da casa dos pais, doar todo o dinheiro que tem e sair para conhecer uma boa parte da América do Norte (passando inclusive pelo México e pelo Alasca, que era seu sonho) e logo quando começa sua viagem, ele faz questão de queimar todo o dinheiro que tinha e abandonar o carro no meio do deserto, se sustentando com alguns empregos temporários pra logo continuar seu caminho, seja a pé ou com outros meios de transporte.
Acho que é isso que me lembro mesmo (se acharem alguma coisa errada me avisa aí), porque foi no meio do ano passado que assisti o filme...


Aqui está o cartaz do filme:



E outra coisa incrível também: quem faz a trilha sonora deste ótimo filme é ninguém menos que Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam, as músicas são muito boas, até que já ouvi o CD (que leva o mesmo nome do filme, obviamente) diversas vezes, talvez mais de 20 vezes só pra ter uma ideia.

A capa do Cd é parecida com a do filme:


Bom pessoal, fica aí a dica, assistam a esse filme que vocês não irão se arrepender também por mostrar um pouco sobre a cultura Backpacker (pelo menos pra mim parece perfeito).


É isso aí então, até a próxima...