domingo, 21 de novembro de 2010

Vestibulinho...

Fala Pessoal, aqui é o Johnny Thunders.

Hoje eu fui fazer lá na Etec Vasco Antônio Venchiarutti a prova do Vestibulinho. Beleza, eu estava mor tranquilo pensando que ia ser muito suave essa prova então deixei de estudar com afinco, porque no ano passado a prova foi moleza...
Ledo engano meu...
Bom ... Um amigo meu quebrou um galho me dando uma carona (Muito Obrigado!! Fico te devendo essa...) Quando cheguamos lá tinha mor tanto de gente, (Ah, agora me lembrei, tinha uma guria lá que tinha o cabelo LARANJA!!! Muito FODA!!! Mesmo que alguns amigos meus tivessem dito o contrário...) entao voltando ao assunto... estava bem lotado o Colégio, mas tipo, eu fui fazer a prova lá no Anfiteatro, que era uma merda, pois aquelas mesinhas de braço eram pequeninas demais...
Aí é que entra o fato de não ter estudado sériamente... Quem dera eu pudesse voltar no tempo e estudar (Que estudar que nada manolo, eu ia é voltar com o gabarito, isso sim), deixe-me parar com essas ideias loucas e voltar aos fatos...
Foi MUUUITOO DIFÌCIL aquilo!!! Eu acho que nem estudando eu saberia um monte de coisas daquela prova (Tá certo que aí eu acertaria algumas questões idiotas que errei, mas isso não vem ao caso). Eu acertei 31 questões (com os 10% de escolas públicas: fica 34,1 a minha pontuação)...
Bom, esse era o motivo principal desta postagem mesmo, mostrar a minha indignação com o fato da prova ter sido difícil... (Um pouco idiota esse motivo, né?Ah, mais tá valendo...)

Até a próxima pessoal...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Scott Pilgrim

Fala Pessoal! Aqui é o Johnny Thunders e hoje irei falar sobre o quadrinho e o filme chamado Scott Pilgrim...

Sobre o Quadrinho
É uma série de quadrinhos criada por Bryan Lee O' Malley onde foram lançados 6 volumes entre 2004 e 2010. E aqui no Brasil a história foi dividida em 3 partes: A 1ª parte foi lançada em abril de 2010, a 2ª parte foi lançada em Outubro deste ano e a 3ª parte será lançada ano que vem.

Aqui estão as Capas das edições originais:

 
 

 

As capas das edições brasileiras até agora lançadas estão a seguir:

 

E Aqui está uma resenha da história (retirada do site da Companhia das Letras):

Scott Pilgrim está feliz com sua preciosa vidinha. Aos vinte e poucos anos, esse canadense levemente excêntrico divide os dias entre o ócio do desemprego voluntário e os ensaios de sua banda de rock, a improvável Sex Bob-Omb. Sua namorada, uma chinesa de nome Knives Chau, tem dezessete anos, e o relacionamento casto - "Uma vez ela pegou na minha mão", ele conta - parece cair bem para o momento, digamos, introspectivo que Pilgrim vem vivendo. Afora a preocupação dos amigos quanto às intenções de nosso herói para com uma garota tão nova, tudo vai bem.
A rotina de videogames e indolência, no entanto, está prestes a sofrer um abalo sísmico. E o nome dela é Ramona Flowers, americana recém-chegada ao Canadá, única entregadora da Amazon na região. Depois de encontrá-la brevemente em duas ocasiões, Pilgrim apaixona-se perdidamente, faz uma encomenda pela internet e senta à porta para esperar a sua amada. O incrível é que a conversa dá certo, Ramona gosta de Pilgrim e os dois começam a sair. Fim da história.
Só que as coisas nunca são assim, ainda mais para Pilgrim. Namorar Ramona, como ele logo vai descobrir, implica também enfrentar o passado da garota, talvez de maneira mais literal do que o próprio Pilgrim poderia imaginar. Liderada pelo misterioso Gideon, a Liga dos Ex-namorados do Mal de Ramona precisará ser derrotada, caso ele queira continuar saindo com ela. Cada um dos sete ex-namorados desafiará o herói para uma luta, enquanto ele ainda tenta contornar relacionamentos passados, o vibrante mundo do rock'n'roll canadense e a falta de mobília em sua casa.
Esse é o universo de 
Scott Pilgrim contra o mundo, cultuada série em quadrinhos do canadense Bryan Lee O'Malley que a Quadrinhos na Cia. traz ao Brasil. Combinando elementos dos universos do videogame, do mangá, dos filmes de kung fu, da música e do cinema às grandes questões do amor jovem e do início da vida adulta, O'Malley criou um mundo vibrante, com um humor tão particular - e desconcertante - quanto os personagens que o habitam.
Publicado originalmente em seis volumes, 
Scott Pilgrim chega ao Brasil em três volumes, cada um contendo dois capítulos da história original.

Sobre o Filme
Bom, o motivo principal dessa postagem era falar sobre este filme. Deixe me explicar... 
Semana passada, meu irmão tinha comprado o primeiro volume dos quadrinhos, eu li e gostei muito mesmo tanto que eu e meu irmão decidimos assistir o filme no cinema que já tinha estreiado a algumas semanas. Olhando no site Omelete descobrimos que só estava passando em três cinemas em todo o estado de São Paulo, mas isso não foi uma barreira para essa nossa obsessão (Peraí... Obsessão minha eu tenho certeza, mas não sei se isso se aplica quanto a ele...) e então fomos ontem mesmo até o Cinemark no Shopping Metrô Santa Cruz (que convenhamos é bem longinho de casa...), deve ter demorado mais ou menos umas 2 horas pra ir até lá. 
Mas compensou muito mesmo, pois é um ótimo filme para se dar altas risadas (até que estava muito bom o clima no cinema)...

Aqui estão dois dos cartazes do filme:

 


E aqui estão três Trailers que encontrei (não são iguais, mesmo que sejam parecidos):









Eu recomendo mesmo passar algumas horas no trem e no metro, pois como vocês puderam ver aí nos Trailers, este é um filme único...
Bom é isso aí pessoal, então até a próxima...

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Perólas II...

Fala Pessoal! Tenho outra pérola que deve ser discutida que aconteceu na semana passada (eu tinha esquecido de postar, só agora lembrei...), mesmo que quase ninguém da sala tivesse ouvido.
Estávamos na aula d'Aquele que Salva, ele tinha pedido que formássemos grupos para resolver alguns exercicios antes da prova, juntei com dois bons amigos: um certo descendente oriental e um outro rapaz surfista. O professor estava explicando algumas coisas sobre os graduação, pos-graduação e assim por diante. Então como sempre, querendo fazer uma brincadeirinha este tal surfista, (que por questões desconhecidas até por mim, irei preservar sua identidade) retorna sua 'atenção' ao grupo para simplesmente dizer: "Vou fazer mestrado de Ninja, aí eu irei virar um Mestre Ninja!"... Depois dessa a única coisa que se podia fazer era raxar o bico, pois já estou me acostumando com o modo com que o L... (Ops, quase que me esqueço de manter o sigilo) de ver graça nas coisas...

Bom é isso ae galera, se me lembrar de mais alguma (ou se acontecer) não me esquecerei de postar.
Até a Próxima...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Pérolas...

Engraçado que de vez em quando na sala de aula, seja lá por qual motivo, escapam algumas frases que você acaba se perguntando 'Onde é que foi parar a merda da inteligência humana?'...
Não foi diferente nesses dias rotineiros de aula.

Num monótono dia de aula, uma certa professora com um forte sotaque estava lá falando sobre síndromes cromossômicas e tal, a aula ia seguindo como sempre e então, de repente, ela simplesmente manda essa: "...ONU a Organização dos Médicos do Mundo Inteiro...". Não sei o que foi pior, a cara de confusa que ela fez logo após falar, pensando que devia ter se enganado um pouco ou aquele silencio brutal com uma engraçada troca de olhares entre todos os presentes que se fez depois. Que estava todo mundo rindo por dentro não me restam dúvidas, ninguém teria a cara dura de rir escandalosamente da professora depois dessa (exceto alguns elementos a qual eu já não duvido mais nada...). A verdadeira questão é: O QUE FOI ISSO? Basta um pouco de bom senso para saber que Organização dos Médicos do Mundo Inteiro seria OMMI (se é que existiria uma merda dessas) e não ONU (que até a criatura mais inteligentemente burra na Terra sabe que é Organização das Nações Unidas). Mas o mais incrível é que EU NÃO ESTAVA DORMINDO NA AULA COMO SEMPRE!! Quem diria...

Bom, é isso ae galera, se me lembrar de mais alguma (ou se acontecer mais alguma) desse tipo, estarei alerta para contá-los...
Não se esqueçam de mandar suas opiniões, comentários ou qualquer outra coisa inútil que quiserem sobre este Nobre Assunto, pois gostaria de saber outras opiniões fora a minha...
Até a próxima então...

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Caricatura...

Fala Pessoal!!! Aqui é o Johnny Thunders novamente, e sinto muito pela demora para nova postagem...

Gostaria de fazer algo diferente dessa vez...
Deixe-me explicar a situação:
Lá estava eu assistindo televisão (algo que não costumo fazer com muita frequencia) em algum dia das férias do meio do ano (é, já faz um tempinho já!) e meu irmão Johann decide pegar um lápis, uma borracha e um pedaço de papel qualquer e fazer uma bela imagem adivinha de quem? do Bozo?? ahhh que peninha erraram kkkk...
Então, voltemos aos fatos, depois de algum tempo após pedir para que me mantesse imóvel. Além de algumas dores na coluna,  a obra de arte enfim estava finalizada e pude admirá-la (WTF, hein...)
Confiram ae...


De cara eu vi que as semelhanças eram muitas...

E aqui está então a versão final, pintada digitalmente:


Era isso que gostaria de mostrar então.
Estarei tentando ao máximo fazer algo diferente para vocês...
E não se esqueçam de comentar, gostaria de saber a opinião de vocês sobre estas Maravilindas fotos... 

Até a próxima então...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

As Dores do Cangaço - Parte VI

Fala Pessoal! Finalmente postarei a última parte de meu conto. Espero que gostem do final...


Parte VI
 O bandoleiro se recordava daquele rosto, não havia mudado nada. Em carne e osso bem em sua frente, estava a face de seu ódio.
- Você me enganou e fez minha mulher morrer! Desgraçado!
- Vejamos quem está aqui... Se não é Joséfino, o injustiçado. Ainda com essa história? É uma pena... Existem coisas que precisamos fazer para ganhar a mente de um tolo como você!
- Maldito! Mas eu não serei uma cobra que nem você se for pra fazer isso, então farei direito. Siga-me!
O cangaceiro sai da casa, até o meio da rua, com Joaquim em seu encalço. Joga-lhe um de seus coldres com uma arma e diz:
- Então duelaremos, vejamos quem é o mais rápido no gatilho. E espero que não tenhamos um jogo sujo, pois será pior para você.
Um aglomerado de gente se reuniu ao redor dos dois. Todos curiosos, para saber o vencedor. A tarde estava acabando e o sol estava quase para se pôr. O silêncio se adensava naquela roda de pessoas, um silencio sinistro com cheiro de morte. Os dois se fitando, com as mãos próximas às pistolas. Concentra-se. Todo o barulho a sua volta para de existir para ele.
De repente, numa fração de segundo, os dois levam as mãos aos revolveres, seguido de um som de trovão. Todos ao redor olham aflitos para os dois. O cangaceiro sente uma sensação estranha, uma sensação de fraqueza. Leva as mãos à barriga e percebe sua mão toda manchada pelo seu liquido vital...
Cai de joelhos, com um de seus braços apoiado no chão para que não se desequilibrasse. Não demora a lhe voltar a duvida: será que Joaquim morrera?
Após cuspir um pouco de sangue, levanta a cabeça e olha um corpo estirado no chão, inerte. Sangue escorria pelo olho daquele cadáver, pois fora aonde a bala penetrara.
Depois disso nada mais importava. Estava feito. Algo que esperara por tanto tempo, anos e anos, para sentir essa sensação. Mas não conseguia sentir nada mais além daquele alivio que livrara de sua alma e de seu sangue se esvaindo pelo seu corpo até o chão. Formava-se uma poça.
            Todo seu corpo se tornava pesado, desde a ponta de seu pé até o alto de sua cabeça. Não sabia mais o que sentir: Prazer, Cansaço ou Medo de morrer... De repente, nada mais fazia sentido, sua história, sua dor, sua vingança e seu medo. Seu corpo cede ao cansaço, sua vida cede ao cansaço. Finalmente não sente mais nada, apenas um vazio, que sua vingança jamais preencheu.
            E assim será eternamente, apenas o vazio... 



Aí está.
Hoje eu encontrei por aí um blog que postam filmes underground, achei legal aí está com muitos links de filmes sobre a história de diversas bandas.
http://arapongasrockmotor.blogspot.com/search?q=tenacious+d&x=0&y=0

Até a próxima postagem então...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

As Dores do Cangaço - Parte IV e V

Olá pessoal, aqui eu irei postar a continuação da história: Partes 4 e 5.


Parte IV
 No outro dia, logo após algum tempo de viagem, o bandoleiro já começa a ouvir as águas que corriam na correnteza do rio que a mulher havia lhe falado. E logo que chega a sua margem, avista seu longo percurso que desce, até o fundo do vale.
Prossegui em sua margem alguns metros, até que por descuidado tropeça em uma raiz e cai naquela gélida água. Luta para não afogar-se, uma tarefa difícil para um homem que nunca tinha nadado na vida. E a correnteza vai levando-o rio abaixo, ele consegue se agarrar em alguma coisa que flutua. Percebe que se trata de um tronco de alguma árvore que deve ter sido quebrada por um trovão de alguma tempestade que ocorreu em algum lugar longínquo que está dentro do percurso do rio, conclui ele pelas marcas de queimado em sua borda.
O rio logo mais para frente faz uma curva, mas o tronco segue até a margem em um vale, que incrivelmente se aparenta ao que a mulher falou.
Encharcado e cansado ele se estira pela areia e descansa um pouco. Mas então se lembra em avaliar os estragos: praticamente todas as suas balas estavam molhadas, ou seja, já eram completamente inúteis. As poucas balas que sobraram, que ele achava que estavam secas, enchiam um pouco mais da metade da capacidade do tambor de sua pistola, cinco balas apenas.
            Levantou, e passou a olhar aos arredores e procurar a cidade em que o maldito Joaquim se encontrava. Apurou a vista e viu apenas um conjunto de pequenas casas, que dificilmente ele acharia que era uma cidade, quem sabe uma aldeiazinha. E jamais pensaria que ele estava ali.


             Parte V 
            A cidade estava deserta. Ela era composta de uma pequena rua principal, todas as casas de madeira com exceção de uma delegacia feita de alvenaria para abrigar os mais terríveis bandidos aquele vilarejo já conheceu.
            Entra em um estabelecimento que lhe lembra um barzinho. Senta-se num banco ali no balcão, avista o barman e lhe diz:
            - Eu quero alguma coisa pra beber, chefia!
            - Aqui só tem uísque, forasteiro!
            - Deve servir...
            O barman puxa um copo e uma garrafa com um líquido de aparência muito estranha e enche o copo. O cangaceiro pega o copo e num único gole, vira a bebida dentro da garganta. Uma estranha sensação lhe recobre todo o corpo, e se sente mais vivo.
            - Joaquim, se encontra?
            - Na rica casa um pouco antes do fim da cidade.
            Finalmente se levanta do banco, joga algumas moedas, remanescentes de algum saque que havia feito há muito tempo e sai do bar.
            Põe-se a caminhar até o lugar, e para na frente da casa. Observando que chegou seu momento, o momento de sua vingança, o momento que esperava há anos.
            Saca os revolveres, e com um único pontapé destrói a porta, que cai no chão com um baque seco...
            - Joaquim! Apareça seu covarde! – chama ele com um grito que lembrava um rugido de um leão prestes a caçar.
           De lá do alto da escada, que estava posta logo em frente à porta aparece um homem. Era um homem bem vestido, com a barba feita e que ostentava um grande bigode. 



Aí está. Até a próxima onde postarei a última parte da história...

Queria aproveitar rapidinho para dar uma dica duma matéria que encontrei por aí na internet que eu achei bem engraçada:
http://whiplash.net/materias/humor/000593.html

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

As Dores do Cangaço - Parte II e III

Olá pessoal,aqui é o Johnny Thunders.
Pela demora de postar as demais partes da história, farei questão de postar a parte 2 e 3. Espero que gostem!

Parte II
Quando volta a sã consciência, percebe estar num casebre. Talvez estivesse delirando, ou quem sabe até morto e isso não passava de imaginação sua.
Não, era real demais!
Nem um sonho se comparava ao fato de estar deitado em alguma coisa macia longe do sol que o castigava. Após alguns minutos pensando, tentando acha alguma resposta, reuni forças para se levantar. Seu corpo parecia feito chumbo, mas com um único pulo se levanta.
Encontra uma jarra de água logo ao seu lado e com a sede a que estava, ela não dura mais do que poucos segundos. Após sair por uma grande porta, que era a única saída possível, percebe que estava num celeiro de alguma casa que ficava muito próxima a algo que até agora só havia ouvido falar, uma porção imensa de um azul puro se arrastava até onde a vista podia alcançar; por um segundo sentiu que poderia ter uma vida de novo diante de tal beleza, tentava se recordar do nome daquilo, talvez o velho que lhe apontara o sul já houvesse dito, de súbito a palavra surge em sua mente, tão rápida quanto um piscar de olhos: MAR. Uma sensação de prazer lhe cobre os pensamentos, quem sabe pudesse esquecer a vingança, o ódio que sentia...
Não.
A razão lhe mandava continuar em sua busca, mesmo que tudo que ele conhecia não passasse de nada perto do desconhecido que estava prestes a enfrentar.
Caminhando pela praia, avista alguma coisa se mexendo ao longe, uma mulher, que não hesita em se aproximar de um estranho e mal aparentado cangaceiro.
- O que um homem como você fazia andando pelas terras de meu pai? Buscando água? Porque você sabe que por aquelas bandas, você só encontrará a morte... – diz ela com uma voz doce o bastante para fazê-lo silenciar todos os seus pensamentos.
            - Eu fugia da dor, lamentava minhas perdas e abraçava a vingança como a mais obstinada de todas as obsessões...
            - Fala como um alguém que está cego pela sua própria honra, Senhor. Seja como for, eu estava cruzando de carroça àquelas vastidões pertencentes a meu pai depois de resolver alguns negócios da família e te vejo lá no chão desmaiado. A principio pensei que se tratava de mais um cadáver de algum idiota que ousara tentar a própria sorte, mas logo que percebi que você estava vivo tratei de levá-lo comigo pra que não fosse mais um desgraçado alimento de urubus. Você passou vários dias de viagem inconsciente, logo não foi grande estorvo para mim...
            - Eu não estou aqui para conversas, isso não me importa, talvez fosse melhor que eu morresse pelo menos assim eu não sentiria mais a minha dor. Mas como as cartas dadas pelo meu destino foram essas, terei de continuar a minha busca...
            - Conhece algum fazendeiro chamado Joaquim?
            A moça balançou a cabeça afirmativamente.
            - Mas ele está numa cidade próxima, há alguns dias daqui, ele era um antigo sócio de meu pai. Aquele velho maldito! Quase fez meu pai ir à falência.
            - Siga a corredeira que está no interior de um bosque a oeste daqui, que deságua próximo a um vale e encontrará o que procura...
            Sem nem agradecer a informação, o cangaceiro continua a oeste. Sentindo na perna leves batidas de seus coldres, pesados por causa de seus revolveres.

Parte III
Na fraca iluminação do crepúsculo, viam-se no horizonte as silhuetas de serras e bosques que se estendiam por grandes extensões de terra. Ouviam-se ao longe, fracos uivos de alguma alcatéia que esperava pela sua rainha lua para que assim começassem a sua caça durante a noite.
            A fogueira estava acesa, e o cangaceiro já se deliciava com seu calor, naquela noite fria e sombria, dentro daquele bosque que acabara de entrar.
Depois de algum tempo, recomeçaram os uivos, só que estavam pertos o bastante para que o cangaceiro pensasse em alguma coisa rapidamente. E então surpreendido decide subir em algum galho próximo do chão, de onde saca seu revolver e mete bala nas ferozes criaturas aparecem. O sangue jorra dos corpos de pelagem negra, que mesmo depois de alguns saltos não conseguem agarra-lo.
Porém um gigantesco lobo consegue que lhe ferir seu braço com um monstruoso salto, deixando uma ferida aberta, sua alegria não dura muito, pois a desgraçada criatura não demorou a perecer com um tiro no crânio.
Logo após alguns minutos, depois de o perigo passar, desce da árvore e naquela noite não consegue dormir direito, por medo de que apareça nova alcatéia querendo uma revanche.


Bom, aí está...  Então até a próxima postagem...

domingo, 19 de setembro de 2010

As Dores do Cangaço

Eu iria continuar a postar meus outros poemas, mas a pedido de um amigo começarei a postar uma história que fiz a pouco tempo.
Tudo começou com a professora de História pedindo para escrever uma história qualquer que se passe na época da República Oligárquica Brasileira. Eu até que fiquei bem animado com a idéia e já estava com vontade de escrever sobre um anti-herói e também sobre alienígenas, mas não, não escrevi sobre alienígenas (mesmo que a ideia parecesse legal)  porque iria acabar com a minha história que ficaria meio sem nexo.
Em todo caso aí esta o primeiro capítulo:

As Dores do Cangaço


            Parte I
O calor do sertão fazia com que o cangaceiro enlouquecesse.
            Não tinha mais a consciência de seus atos, pois sua sede já nublara toda a sua capacidade de pensar em algo diferente do que aquele sertão sufocante. Mas um pensamento ainda passava pela sua mente, um sentimento tão desesperado, que lhe dava forças para continuar.
Já imaginava o que seria de seria daquele puto fazendeiro no momento em que o revesse, o sangue quente correria da garganta dele e o cangaceiro deliciaria-se de cada segundo daquele momento. Não existe nada pior e nem tão mais doce do que a vingança...
A noite se aproximava com sua desesperada lentidão que poderia tirar a sanidade do mais puro ser do mundo e transforma-lo no mais sujo e desonesto monstro, pois cada hora parecia aumentar a sua inquietude.
Diante daquela fogueira que acabara de acender com alguma erva já esquecida pelo tempo, via a psicodélica dança dos pequenos demônios em brasa e se lembrava daquela época que ficará marcada pelo resto de sua vida...

1906
            O sol amanhecia e atravessava a pequena janelinha do quarto, e não tardou a bater no rosto enfermo de Jussara da Fonseca que se contorcia de dor. Joséfino Marques notando que sua esposa precisava de remédios, parte até a fazenda do famoso Coronel Fazendeiro Joaquim Prado de Melo, que se fazia famoso por aqueles sertões pela sua atenção aos demais. Após longo diálogo explicando a situação, Joséfino concorda em troca do remédio, fazer tão simples ato: votar no candidato indicado pelo Coronel Joaquim.
            As eleições transcorrem bem e aquele Paulista à qual Joséfino vota realmente ganha a eleição, mas o remédio que havia pego para sua esposa parece não cura-la daquele mal. E a cada dia, ela piorava, até então não resistir e morrer...
            Só depois descobre que havia sido enganado, que sua esposa havia contraído varíola e que não havia nenhuma cura possível na época.
            Talvez o coronel já houvesse sido noticiado sobre a morte de Jussara, ou talvez fosse aquela viagem de negócios que fazia todo o mês para levar o café excedente para que o governo comprasse, seja lá o que for o fato é que o coronel e fazendeiro Joaquim não estava mais em sua fazenda quando Joséfino apareceu por lá.
           
Atualmente
Já parece ter passado muitos anos desde que Joséfino havia se aliado a um grupo de cangaceiros por falta de esperança, e também parece que foi em alguma outra vida que ele sentia o prazer de viver ao lado de sua esposa, que agora não passa de pó...
Logo após despertar das lembranças daquele terrível pesadelo a que vivenciou, bebe o pouco de água que resta em seu cantil, e continua sua viagem rumo ao sul, onde aquele velho marinheiro que já está à milhas de distancia disse ter sobrevivido a uma rebelião e também onde encontraria o seu destino atrás daquele desgraçado fazendeiro.
O cangaceiro continuava a caminhar.
Nada mais lhe importava, a sua vida já não era mais a mesma, pois ele não tinha mais vida, ele era um espírito de vingança que vagava apenas esperando pelo seu alvo. Fadado ao seu destino, ele já estava nas mãos do capeta, que já se deliciava com simples pensamento de poder torturá-lo e vê-lo sofrer.
Os poucos cactos que se viam nos arredores pareciam tristes figuras condenadas ao esquecimento naquela terra estéril. Não tardou a ficar exausto e desidratado persistindo até esgotar os seus últimos esforços que o fez ficar ali deitado naquela terra dura e seca depois de suas pernas cederem ao cansaço.


Bom aqui está a primeira parte da história, ela é composta de seis partes. 
Espero que gostem! Até a próxima postagem onde continuarei a história.


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Bom... Não sei ao certo o que escrever por ser minha primeira postagem, mas aqui eu postarei um de meus poemas que julgo ser um de meus primeiros, as rimas estão meio ruins, é porque na época que escrevi (acho que no meio do ano passado) eu ainda não sabia fazer isso de uma forma em que as estrofes ficassem bem dividas ou com uma métrica boa... Lá vai então:



Reflexo de um Mundo

Em um vidro emoldurado
Mora um mundo ao avesso
Onde futuro é passado
E ninguém é travesso
Pois são todos escravos
De um mundo alternativo
Que a muito são aparentados.

Bom é mau
Verdade é mentira
Por trás de um sorriso
Esconde-se a ira
Que não conhece juízo
De um mundo a refletir.

Essa porta dimensional
Muitos segredos escondem
Não só beleza ornamental
Como conversas de um homem
Que dão oportunidades
Para uma possível rebelião
De desgraçadas imagens
Que não agüentam a repetição.

Libertai-vos ó seres desalmados,
Pois não suportastes mais
Tempos, a viver exilados.


Aí está. 
Eu me recordo claramente a minha intenção quando o escrevi, lá estava eu em algum dia (a qual não me lembro certamente a data) a admirar minha imagem refletida num espelho de casa, quando repentinamente me dá uma espécie de calafrio e começo a imaginar como se a imagem refletida tivesse vida em alguma outra dimensão (quem sabe) e estivesse apenas esperando para que pudessem se revoltar e conseqüentemente se libertarem...