Parte IV
Prossegui em sua margem alguns metros, até que por descuidado tropeça em uma raiz e cai naquela gélida água. Luta para não afogar-se, uma tarefa difícil para um homem que nunca tinha nadado na vida. E a correnteza vai levando-o rio abaixo, ele consegue se agarrar em alguma coisa que flutua. Percebe que se trata de um tronco de alguma árvore que deve ter sido quebrada por um trovão de alguma tempestade que ocorreu em algum lugar longínquo que está dentro do percurso do rio, conclui ele pelas marcas de queimado em sua borda.
O rio logo mais para frente faz uma curva, mas o tronco segue até a margem em um vale, que incrivelmente se aparenta ao que a mulher falou.
Encharcado e cansado ele se estira pela areia e descansa um pouco. Mas então se lembra em avaliar os estragos: praticamente todas as suas balas estavam molhadas, ou seja, já eram completamente inúteis. As poucas balas que sobraram, que ele achava que estavam secas, enchiam um pouco mais da metade da capacidade do tambor de sua pistola, cinco balas apenas.
Levantou, e passou a olhar aos arredores e procurar a cidade em que o maldito Joaquim se encontrava. Apurou a vista e viu apenas um conjunto de pequenas casas, que dificilmente ele acharia que era uma cidade, quem sabe uma aldeiazinha. E jamais pensaria que ele estava ali.
Parte V
A cidade estava deserta. Ela era composta de uma pequena rua principal, todas as casas de madeira com exceção de uma delegacia feita de alvenaria para abrigar os mais terríveis bandidos aquele vilarejo já conheceu.
Entra em um estabelecimento que lhe lembra um barzinho. Senta-se num banco ali no balcão, avista o barman e lhe diz:
- Eu quero alguma coisa pra beber, chefia!
- Aqui só tem uísque, forasteiro!
- Deve servir...
O barman puxa um copo e uma garrafa com um líquido de aparência muito estranha e enche o copo. O cangaceiro pega o copo e num único gole, vira a bebida dentro da garganta. Uma estranha sensação lhe recobre todo o corpo, e se sente mais vivo.
- Joaquim, se encontra?
- Na rica casa um pouco antes do fim da cidade.
Finalmente se levanta do banco, joga algumas moedas, remanescentes de algum saque que havia feito há muito tempo e sai do bar.
Põe-se a caminhar até o lugar, e para na frente da casa. Observando que chegou seu momento, o momento de sua vingança, o momento que esperava há anos.
Saca os revolveres, e com um único pontapé destrói a porta, que cai no chão com um baque seco...
- Joaquim! Apareça seu covarde! – chama ele com um grito que lembrava um rugido de um leão prestes a caçar.
De lá do alto da escada, que estava posta logo em frente à porta aparece um homem. Era um homem bem vestido, com a barba feita e que ostentava um grande bigode.
Aí está. Até a próxima onde postarei a última parte da história...
Queria aproveitar rapidinho para dar uma dica duma matéria que encontrei por aí na internet que eu achei bem engraçada:
http://whiplash.net/materias/humor/000593.html
Nenhum comentário:
Postar um comentário